{"id":440,"date":"2015-07-09T23:49:36","date_gmt":"2015-07-09T23:49:36","guid":{"rendered":"http:\/\/www.noldpolitech.com.br\/site\/?p=440"},"modified":"2015-07-09T23:49:36","modified_gmt":"2015-07-09T23:49:36","slug":"perspectivas-da-industria-plastico-para-2013","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.noldpolitech.com.br\/site\/en\/perspectivas-da-industria-plastico-para-2013\/","title":{"rendered":"Perspectivas da ind\u00fastria do pl\u00e1stico para 2013"},"content":{"rendered":"<p>Jos\u00e9 Ricardo Roriz Coelho, presidente da Abiplast e VP da Fiesp Em 2013, a ind\u00fastria brasileira de transforma\u00e7\u00e3o do pl\u00e1stico espera aumento em sua produ\u00e7\u00e3o f\u00edsica de 1%. O faturamento dever\u00e1 ser 6,6% maior, o que significar\u00e1 um incremento real de 1,4%. Tamb\u00e9m devemos expandir em 3% o nosso n\u00famero de postos de trabalho e manter o mesmo patamar de investimentos observados em 2012, algo em torno de R$ 2 bilh\u00f5es. Apesar dessas perspectivas positivas, ainda s\u00e3o muitas as adversidades que precisam ser vencidas, em especial no resgate da competitividade do setor. Tais desafios s\u00e3o evidentes no relat\u00f3rio \u201cDesempenho 2012 \/ Expectativas para 2013\u201d. Elaborado pela Abiplast, apresenta dados importantes para que analisemos gargalos e planejemos as melhores estrat\u00e9gias para solucion\u00e1-los. O primeiro ponto que salta aos olhos \u00e9 o quanto o \u201ccusto-Brasil\u201d nos faz perder competitividade. Em 2012, exportamos US$ 1,29 bilh\u00e3o, 15% a menos do que em 2011, quando vendemos US$ 1,51 bilh\u00e3o ao exterior. Ao mesmo tempo, nossas importa\u00e7\u00f5es de pl\u00e1sticos transformados tiveram um aumento de 4%, indo dos US$ 3,39 bilh\u00f5es, em 2011, para US$ 3,51 bilh\u00f5es. Ou seja, o Brasil vendeu muito menos e comprou muito mais. Em toneladas, importamos 697 em 2012, 6% a mais do que as 660 do ano anterior. E fornecemos 15% menos ao mercado internacional: 228,5 em 2012, contra os 267,8 de 2011. Diante desse cen\u00e1rio, foi inevit\u00e1vel que a balan\u00e7a comercial de transformados pl\u00e1sticos terminasse deficit\u00e1ria. Em reais, estamos com 4,6 bilh\u00f5es negativos, 21% a mais dos 3,03 bilh\u00f5es de 2011. Quanto \u00e0 produ\u00e7\u00e3o, a de laminados pl\u00e1sticos foi a que apresentou o pior desempenho dentre os segmentos da ind\u00fastria de transformados pl\u00e1sticos: houve 7% de queda em rela\u00e7\u00e3o ao ano passado. A produ\u00e7\u00e3o de embalagens e artefatos diversos pl\u00e1sticos no acumulado do ano permanecem nos mesmos n\u00edveis do registrado em 2011, apresentando, respectivamente, 0,16% e 0,36% de varia\u00e7\u00e3o. A despeito dos n\u00fameros relativos \u00e0 produ\u00e7\u00e3o e ao com\u00e9rcio exterior, geramos empregos: dos 351,3 mil postos de trabalho existentes na ind\u00fastria do pl\u00e1stico em 2011, passamos para 354,5, isto \u00e9, cerca de 3.200 trabalhadores ingressaram no setor durante o ano que chega ao fim, um pouco abaixo do ano anterior. O fato de nossa contribui\u00e7\u00e3o para a cria\u00e7\u00e3o de postos de trabalho ter sido menor do que em 2011 \u00e9 indicativo de perda de competitividade. O problema primordial diz respeito aos hist\u00f3ricos problemas do \u201ccusto-Brasil\u201d. Provid\u00eancias no sentido de desonerar a folha de pagamento foram importantes em nosso setor, embora insuficientes. H\u00e1, tamb\u00e9m, o problema do c\u00e2mbio, pois ficamos a maior parte do ano com o real apreciado. Vale ressaltar, ainda, que as medidas capazes de proporcionar uma efetiva queda no pre\u00e7o da energia el\u00e9trica s\u00e3o positivas, mas seus efeitos seriam ainda mais potencializados se viessem acompanhados de outras provid\u00eancias que permitissem reduzir os custos da produ\u00e7\u00e3o. Enquanto o segmento pl\u00e1stico brasileiro debatia-se com os obst\u00e1culos de longa data, ocorria um aumento significativo do ass\u00e9dio de fornecedores internacionais. Estes, mediante o retraimento das economias europeia e norte-americana, precisaram desbravar novos nichos e foram agressivos nessa abordagem, negociando com bastante liberalidade a fim de garantir espa\u00e7o em outros mercados. Como se fosse pouco, a ind\u00fastria do pl\u00e1stico enfrentou grave aumento \u2013 cerca de 20% \u2014 do pre\u00e7o das resinas termopl\u00e1sticas, seu principal insumo. Enfim, n\u00e3o houve tr\u00e9gua para quem atua no setor. Entretanto, tamb\u00e9m h\u00e1 n\u00fameros que merecem ser comemorados. Apesar das adversidades, o faturamento total da ind\u00fastria de transformados pl\u00e1sticos foi de R$ 52,5 bilh\u00f5es, aproximadamente 4,5% mais do que em 2011 (R$ 50,26 bilh\u00f5es). Para 2013, as expectativas s\u00e3o boas. Primeiramente, porque o setor n\u00e3o acredita que o crescimento p\u00edfio do PIB de 2012 repetir-se-\u00e1 no ano novo. As estimativas s\u00e3o de uma expans\u00e3o m\u00e9dia de 4%, com ligeira queda da infla\u00e7\u00e3o (esta dever\u00e1 manter-se em torno dos 5%). Com base nessas estimativas macroecon\u00f4micos, projetamos um aumento de 1% na demanda por autom\u00f3veis, de 4% na constru\u00e7\u00e3o civil \u2013 com obras de infraestrutura e o Programa Minha Casa Minha Vida \u2013 e de 5% na produ\u00e7\u00e3o de alimentos. Cabe observar que a melhoria de vida de parte da popula\u00e7\u00e3o, que hoje sai das camadas pobres para fazer parte da classe m\u00e9dia, afeta positivamente a demanda por embalagens pl\u00e1sticas. Tudo isso dever\u00e1 refletir-se positivamente no setor do pl\u00e1stico. A ind\u00fastria brasileira \u00e9 forte e guerreira, mas n\u00e3o pode prescindir da aten\u00e7\u00e3o das autoridades no sentido de se delinearem pol\u00edticas p\u00fablicas que a fortale\u00e7am. Isso n\u00e3o significa, em absoluto, dar prote\u00e7\u00e3o a um segmento em detrimento de outros. O governo, na boa inten\u00e7\u00e3o de proteger a manufatura nacional, aumentou a al\u00edquota de importa\u00e7\u00e3o de algumas resinas termopl\u00e1sticas. Isso favoreceu o produtor interno e afetou negativamente todos os demais elos da cadeia. O mais grave \u00e9 que prejudicou o consumidor final, pois \u00e9 sobre ele que acabam recaindo os aumentos de custos. Fonte: Blog do Pl\u00e1stico<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jos\u00e9 Ricardo Roriz Coelho, presidente da Abiplast e VP da Fiesp Em 2013, a ind\u00fastria brasileira de transforma\u00e7\u00e3o do pl\u00e1stico espera aumento em sua produ\u00e7\u00e3o f\u00edsica de 1%. O faturamento dever\u00e1 ser 6,6% maior, o que significar\u00e1 um incremento real de 1,4%. 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